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Blog de marcelo.zacarelli
 


Olhos Famintos

 

Preferes que te veja pela beleza real que ostentas

Ou que te devoras meus olhos em sutil destreza...

Posso te possuir a carne que lhe és servido sobre a mesa

Sem tocar-lhe à alma com infinita incerteza;

 

Em silente oportuno improvável dos meus lábios

Rasos, torturados, iminente detestável...

A insípida boca sente sede sufocável

Do teu beijo maleável, do teu calmo insuportável;

 

Esperas pelo golpe da ironia ofegante

Em reles oportunos disparates dos amantes

As tuas suadas mãos lhe suplicam por amparo

Na espreita ardilosa e severa do teu faro;

 

Promíscuo de um verde estonteante fictício

Castanho de um lodo contornado em precipício

Porém a gula dos meus olhos é um aviso

Provável dos lábios, que faz da morte um improviso.

 

 

Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli

Village, Setembro de 2012 no dia 20.



Escrito por marcelo.zacarelli às 15h34
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Deploração

 

Tenho o corpo cansado

A alma aflita...

Um par de calçados gasto

Nos pés árduas feridas;

 

Sou nômade da saudade

Peregrino solitário, um Narciso boêmio

Que se alimenta do imaginário;

Tenho fases que vão da lucidez à esquizofrenia

Vontade de morrer ou lutar pela vida...

 

Quem sou eu que clamo pela tempestade

E come o sol no deserto ao meio-dia;

Um andarilho forte e destemido

Um homem fraco a beira do suicídio;

 

Um dia em uma dessas viagens

Minha alma certamente não mais voltará

A dor certamente será apenas um consolo

E este pobre homem virá a descansar.

 

 

 

Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli

Março de 2012 no dia 18.

 



Escrito por marcelo.zacarelli às 15h25
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Morfina

 

Heroína ou bandida?

Corre em meu seio, deprimida...

Conheço bem os teus anseios de improvisa;

Então saio correndo na chuva à meia-noite

Ofereço-te meu corpo ao açoite;

Minha alma inquieta de morfina

Reluta para o descanso

Escraviza a lucidez que agoniza...

Para onde irei sem direção

Bússolas imaginárias do coração

Tão enganoso como a porção de um ópio

Assim é o amor propriamente iludido

Injeta em nosso pulso coragem e abismo;

Caio na sarjeta da obstinação

Sedado pelo medo da falsa compaixão.

 

 

 

Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli

Março de 2012 no dia 15.



Escrito por marcelo.zacarelli às 15h25
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Purgatório

 

Sigo sem culpas

Condenado pelo destino

Por escolher viver sozinho;

No anonimato das vontades

No purgatório das vaidades

Preso aos grilhões de aço...

Você vive em uma escala harmoniosa

Decidida em tuas investidas

Eu, porém ainda confuso

Entre a cruz e a espada

Entre a dor e o prazer

Um abismo de constantes incertezas;

Penso que é melhor me decidir

Voltar para você é sinônimo de sofrer

Viver sem você é certeza de padecer

Entre a solidão e a paz comprometida

Fico então com a segunda opção.

 

 

 

Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli

Março de 2012 no dia 15.



Escrito por marcelo.zacarelli às 15h24
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Epitáfio II

 

A velha campa escassa, úmida de pouca pintura

Guardava um segredo em seu útero sombrio

Um epitáfio de poesia surrealista

A alma de um poeta que ali jazia...

O duro inverno a congelava

Mais da alma e menos do corpo que não mais existia;

 

Paro em frente e testemunho um silêncio que é só meu

Absurdo mas propício para o dia...

Tento entender a minha subsistência

O meu eu que ali se tornou esquecimento

Lágrimas não me trarão a sínica heresia;

 

Nem um sorriso sincero de uma boca desprovida

Quantos sóis e jardins verdes. Menos vida...

Tento me afastar daquilo que me restou

Da metamorfose que me é cabida;

Levo comigo o ódio que me tornou

E o amor em epitáfio como poesia.

 

 

Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli

Março de 2012 no dia 15.



Escrito por marcelo.zacarelli às 15h24
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A Jovem Rebeldia

 

O que mais podia feri-lo do que a solidão

O rosto surrado da infância pobre era flagrante...

Desde pequeno o abandono pela mãe

A morte viria buscá-la como prometera;

 

A casinha velha de sapé, as manhãs sem pão

As mãos castigadas de trabalhos incessantes...

A vida lhe cobrou tão cedo por migalhas vãs

E lágrimas escorreram corriqueiras;

 

Ainda jovem ouvia a voz do seu coração

Digno da rebeldia que lhe tomava por instantes...

Um homem no rosto de menino se escondia

A dor de perder alguém... A vida que esvaíra;

 

Ouviu-se a voz condoída, o medo de morrer então

Nos braços de um amigo; agonizante!

A lamúria de um menino chamando pela mãe

Ou um homem encarando Deus.

 

“Em memória de James Dean”

Fevereiro/1931 – Setembro/1955. (24 Anos).

 

 

Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli

Village, Setembro de 2012 no dia 28.



Escrito por marcelo.zacarelli às 15h23
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Sincopes Convulsas

 

Rachei na guia o queixo por conta de um trismo

O desamor, um delator, um quase súbito...

O mar que me faz desmaiar em atônito cínico;

 

Um sismo arremessou-me joelhos ao chão

Eu... Um pasmo consciente sofrendo de amor

Há beira da esquizofrenia diluindo a solidão;

 

Há quem diga que a bebida o desequilibrou

Sincopes convulsas da preferência feminina

Não é só Deus que mata, o ditado confirmou;

 

Na vala descansava o corpo fétido

Sobre o lodo respirava a narina, distraído...

A hirsuta barba coalhava de imundos mosquitos;

 

Há sempre uma boa alma que te leve ao levante

Um bocado de pão dentre a sânie escorrendo...

A maldita saudade é vaidade dos amantes;

 

Hoje! Ao ouvir falar de amor tem fobia

E quase sempre anda bem acompanhado

E quando só; a que mal lhe acomete por epilepsia.

 

 

Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli

Village, Setembro de 2012 no dia 22.



Escrito por marcelo.zacarelli às 15h23
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Desgraça pouca é Bobagem

 

Ora! A morte tinha de lhe chamar àquela hora

Na rua tanto pobre fodido e cabra sem jeito...

De terno e gravata almoçava do lado de fora

Ela veio furtar o que lhe havia de direito.

 

A verdade é que ninguém quer morrer, rico ou pobre;

Epitáfio de mármore e bronze reluzente

Seu Padre capricha na missa que a família pode

O rico salafrário, um fervoroso crente;

 

Bernabeu, um ex-funcionário, caçoava do Judeu na vala

Guardava mágoa do patrão, que no aviso prévio lhe fodeu;

Mas a merda é que a morte tarda, mas não falha

Pegou cagando o miserável Bernabeu;

 

E como desgraça pouca é bobagem todo mundo fala

Foi para o inferno o sujeito Bernabeu

Com honras de estado, São Pedro recebeu o magnata

Parece que até na morte, a sorte, o dinheiro corrompeu.

 

 

 

Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli

Village, Setembro de 2012 no dia 22.



Escrito por marcelo.zacarelli às 15h23
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Epitácio

 

Sombria e fria é a campa de dia

Que ufana da matéria que esconde

Faz soar o Timbre horrendo do credo

Urdir contra a malícia tirana da morte;

 

Os corvos famintos rodeiam as urnas

Sobre o cimento gelado escorrem-se os tolos

Era um moço de família muito rica

E tudo quanto lhe havia constituído vira mofo;

 

Sobre custódia a gaveta ume preencheu

E o sol embriagado sobre o átrio esmaeceu

Houve-se uma silente de perjuros evasivos

Quando cai noite de nefasto improviso;

 

Ao pé da sepultura fenecem as rosas

E a maldita cúpula da missa lhe tira a culpa

Sobre um Epitácio um diabo vira santo

Ao exumar os ossos de um pobre miserável.

 

 

 

Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli

Village, Setembro de 2012 no dia 21.



Escrito por marcelo.zacarelli às 15h22
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Danações Sexuais

 

Flâmulas aquecem o meu peito

São pétalas aflitas agonizantes indefesas

Definham uma a uma sem precedentes

Um lugar ao sol quer desfilar suas senas

A brasa da saudade que mesquinha...

 

Doravante o calor a compenetra

Nas raízes cruciais dos amantes

Outrora as vozes as consolam

E rangem abruptos os dentes...

 

Estas danações sexuais arrogantes

Profanas as virgens eloquentes

Em sedas vislumbrastes desprezíveis

O ato do pecado absorvendo;

 

Eis que passeio sobre a cinza quente

Esperneio sobre os ares dos anseios

Tenho alucinações com a morte

E morro todas as noites em meus aposentos;

 

Lúgubre são teus lábios surrados

Que emitem a sombra do encantamento

Extinguiram-se os meus sedentos

Ao pó dos escombros ao morrer de sede;

 

Desde então estimulas as minhas falhas

Que sórdidas relutam por instinto

Não são tuas as minhas tardes valhas

Nem por um segundo sequer o infinito.

 

Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli

Village, Setembro de 2012 no dia 20.



Escrito por marcelo.zacarelli às 15h22
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A Culpa do Silêncio

 

Balbucio ao vento nômades pensamentos

Que pairam na gorja em completo esquecimento

Sucumbem às verbetes, se perdem aos ventos...

Meu amor anuncia certo arrependimento;

 

Palavras são vãs quando o que sente é saudade

Calo-me a dor que, portanto queres vaidade...

Por certo o sofrimento não requer ao tempo a idade

Sou moço novo a beira da veracidade;

 

Um silente bocejar por si só não me salva

Entrelaçadas pelos ares em falsa resalva

Uma a uma como plumas ao meu colo repousam;

 

Murmúrios inquietos surgem como arauto

Suaves ordinários me tomam por assalto

Inumados em teus seios em perdidos acalentos.

 

“Soneto”

 

 

Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli

Village, Setembro de 2012 no dia 20.



Escrito por marcelo.zacarelli às 15h21
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poesias

PÁSSAROS  FERIDOS

 

Somos pássaros feridos, sozinhos

Escondidos no ninho da ilusão

Nossas asas quebrantadas, inflamadas

Causa dor no coração .

 

Somos pássaros tristonhos, sem sonhos

Encolhidos na prisão

Nosso canto é de tristeza, sem beleza

Não conforta o coração .

 

Somos pássaros errantes, distantes

Da difícil perfeição

Nosso peito machucado, perfurado

Pela dor da solidão .

 

Somos pássaros feridos, sem destino

Presos ao alçapão

Nossas terras, quem pudera

Voarmos e tocar ao chão .

 

Somos pássaros sem vida, voz sofrida

Fora de estação

Abandonados na aurora, como outrora

Primavera sem verão .

 

Somos pássaros banidos, sem abrigo

Odiados sem razão

Somos pássaros feridos, sem amigos

Quase morto em extinção .

 

Escrito por zacarelli    09/outubro/2001

 



Escrito por marcelo.zacarelli às 22h19
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em memória de um passarinho

    CLARABÉLA

 

Não há mais canto de um pássaro

Não há mais canto;

Só a lembrança de um choro

De criança sem acalanto;

 

A solitária prisão de uma gaiola

Amanheceu gritando de saudade

Do canto majestoso que se foi

Recebendo de presente à liberdade;

 

Como carta desprezível de alforria

Assinada e concebida pelo tempo

Desapareceste nesta tua valentia

Na incumbência de um falso juramento;

 

Predestinada pela fria natureza

Cumpriste com brio a tua obrigação

Teu canto sofrido de uma rara beleza

Calou-se pra sempre me trazendo à solidão;

 

Onde repousas pequena Clarabela

Meu ouvido reclama o teu canto

Diga-me e juntarei as tuas cinzas

E de min’halma extirparei meu pranto;

 

Pudera fosse eu o Criador

E não partirias do meu lar sem razão

E arrancaria do peito tamanha dor

Trazendo de volta teu canto em meu coração.

 

Escrito por zacarelli    14/abril/2002

Itaquaquecetuba  ( sp )

 



Escrito por marcelo.zacarelli às 22h17
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poesias

NO  SILÊNCIO  DO  SEOL

 

Quero ser o seu poeta

Seu amigo destemido

Ser um cântico sofrido

A bebida predileta .

 

Quero ser o seu caminho

Pelos campos ou deserto

Quando longe ou bem perto

Emprestar-te o meu carinho .

 

Quero ser a sua bravura

Sua conduta na coragem

A esperança na mensagem

Sentimento que perdura .

 

Quero ser tua inspiração

O acalento do teu colo

A firmeza deste solo

O pulsar do coração .

 

Quero ser a ansiedade

Do teu peito sem maldade

No teu corpo à vontade

Dos teus dias a saudade .

 

Quero ser a tristeza

De um dia sem sol

Ser a alma que descansa

No silêncio do seól .

 

Escrito por zacarelli      25/setembro/2001

Itaquaquecetuba ( sp )

 



Escrito por marcelo.zacarelli às 22h08
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em homenagem à Paloma Cristina Zacarelli

NADA É MAIS BONITO QUE VOCÊ

 

 

Preciosa és para mim, metade minha

Amada por mim eternamente

Leviana e vaidosa, pois és linda

Onda do mar que se revolta, pequenina

Minto quando digo que não te quero

Assim tão extrovertida, tão mulher e menina

Criança no mais puro entender

Rainha dos meus dias meu viver

Ignoras um momento de tristeza

Senhora menina farta de beleza

Tenho receio de te perder

Imagino e choro, não consigo me conter

Nada é mais bonito que você

Antes pudera te conhecer

Zelosa és frágil amante

Aleivosa do tipo extravagante

Coração valente no peito de mulher

Astuta e perigosa, quando sente, quando quer

Respeito sua maneira de pensar

Entendo, mas não posso te explicar

Lamento, mas não deixo de sonhar

Lentamente eu imagino teu sorriso

Infinito como o céu, que preenche meu vazio.

 

Em homenagem a Paloma Cristina zacarelli

 

Escrito por zacarelli   07/fevereiro/2003

 

Itaquaquecetuba ( sp )

 



Escrito por marcelo.zacarelli às 21h52
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